Cinema e direito, cinco filmes para todo advogado ficar de olho na telona

Cinema e direito, cinco filmes para todo advogado ficar de olho na telona

Está chegando a época mais esperada do cinema mundial, Dezembro, Janeiro e Fevereiro são os meses em que a indústria cinematográfica fica voltada para os dois maiores prêmios da classe, o Globo de Ouro e o Oscar.

Aproveitando esse momento, vamos abordar cinco filmes de grande sucesso que todo advogado deveria assistir, afinal a aprendizagem de um profissional vai muito além dos livros e a sétima a arte é um bom exemplo disso.

1. Vida de David Gale

David Gale (Kevin Spacey) é um professor que trabalha na Universidade do Texas e também um ativista contra a pena de morte. Até que, após o assassino de uma colega de trabalho, Gale é injustamente acusado e condenado à pena contra a qual ele tanto combate. O caso chama a atenção de Elizabeth Bloom (Kate Winslet), uma jornalista que decide investigar a vida de Gale e também o sistema judicial que o condenou à pena de morte.

Nessa obra, a pena de morte, tema bastante polêmico, é abordada de forma bastante reflexiva, provocando questionamentos internos no espectador a todo momento.

2. O Segredo dos seus olhos

Benjamín (Ricardo Darín) se aposenta do cargo de oficial de justiça e decide escrever um livro. Sua inspiração é um caso real de estupro e assassinato de uma jovem. Em sua jornada, o aposentado conhece o marido da vítima e promete ajudá-lo a encontrar o culpado.

O filme aborda o conceito de Justiça na versão mais pura do termo. A Justiça que se sobrepõe à Lei que nada mais é que a Representação da Justiça

3. Doze homens e uma sentença

O filme gira em torno de um julgamento, onde um jovem porto-riquenho é acusado de ter matado o próprio pai. Os 12 jurados se reúnem para decidir a sentença, com a orientação de que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze deles, cada um com sua razão, votam pela condenação. Henry Fonda faz o papel do único que acredita na inocência do garoto. Enquanto ele tenta convencer os outros a repensarem a sentença, o filme vai revelando sobre cada um dos jurados, mostrando as convicções pessoais que os levaram a considerar o garoto culpado e fazendo com que examinem seus próprios preconceitos.

Alguns temas, como o Princípio da Presunção de Inocência (ou não-culpabilidade), o poder da argumentação, o sistema de júri e os preconceitos latentes são tratados com maestria em um filme que em nada fica ultrapassado (sendo de 1957), pelo contrário, nos mostra o quanto certas problemáticas continuam fortes mesmo em pleno século XXI.

4. Erin Brockovich: Uma mulher de talento

Divorciada e com três filhos para criar, Erin começa a trabalhar em escritório de advocacia. Organizando os arquivos, descobre que uma companhia vem poluindo a água de uma pequena cidade. Ela decide investigar por conta própria para processar a companhia.

A narrativa tem questões de cidadania bem interessantes e que permitem uma discussão profunda sobre o direito à justiça, o acesso à documentos públicos, a necessidade de astúcia de um pesquisador, da atenção redobrada nos procedimentos metodológicos durante uma investigação científica, sendo didático sem deixar o seu status de entretenimento envolvente de lado.

5. Justiça para todos

Jovem Advogado, pouco vocacionado para o ofício, sente-se inconformado com o fato de ter que defender um réu confesso num crime de natureza sexual. Com Al Pacino, um excelente diálogo entre Ética, Direito e Justiça.

Pronto, agora é só preparar a pipoca, ligar a tv e caçar esses filmaços que irão, certamente, acrescentar conhecimento de qualidade em sua bagagem profissional.

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